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todo fim tem um começo

  • carolinilimap
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

E eu tinha que começar a escrever aqui, mas nem sempre é fácil ter um ponto de partida...


Imaginei muitas vezes como dar vida à esse projeto pessoal que fala sobre finitude, como colocar em palavras e, principalmente na internet, sentimentos tão profundos e curiosidades que me fazer estudar esse assunto com tanto apetite há muitos anos...


Conviver com pessoas que estão morrendo é a realidade de todos. Afinal, todo mundo que é vivo vai morrer um dia. Mas como lidar com familiares em cuidados paliativos? Como lidar com o luto em vida? Como a gente assimila a perda de pessoas que não eram tão próximas, mas que eram marcantes?


Como (e quando) cai nossa ficha quando recebemos a notícia de que aquela amiga de infância não está mais entre nós? Sim, aquela sorridente, viajante, que vibra vida... Em algum momento para ela, isso que chamamos de realidade, não fez mais sentido.


Esse atravessamento de vida é parte da nossa finitude. Ah, se a gente tivesse mais consciência de que essa jornada é passageira... Será que iríamos dar tanta importância para coisas pequenas?


Essas perguntas todas não tem respostas. São questionamentos que venho fazendo por anos. Sempre tive vontade de compartilhar, tornar público de alguma forma, mesmo que seja para meia dúzia de curiosos e questionadores como eu.


O que acontece no fim da vida? É algo que, pessoalmente, não sei. Mas quero saber mais... Por isso leio histórias, livros, vejo vídeos sobre o assunto. Tenho vontade de saber mais para valorizar mais o que tenho.


Com a inteligência artificial, em segundos, a gente pode ter as respostas para perguntas como essas. Mas será que essas respostas vão nos satisfazer?


Ando meio cansada de conteúdos pasteurizados. Trabalho com isso todos os dias, escrevendo conteúdos "estratégicos". Mas essa estratégia é sempre sobre o outro. Sempre sobre os ganhos, sempre sobre a superfície.


Desde a pandemia de 2020, tenho tido vontade de dar esse mergulho mais pronfundo. Registrar no meu pedaço de chão aqui do mundo digital, minhas reflexões. Agora, como estudante de psicologia parece que tudo se encaixou...


Penso que esse blog, deve ser como a sala de uma casa. Um lugar pra ficar à vontade, tirar o sapato, se jogar no sofá e relaxar. Vamos falar sobre finitude com leveza, transparência e seriedade...


Vamos quebrar o tabu e lembrar todos os dias que nosso tempo aqui está passando. Então, vamos fazer valer a pena?

reprodução: canva
reprodução: canva

 
 
 

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